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"Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro,
longe uns dos outros;" Nee 4:19

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Soldados Feridos

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terça-feira, 28 de abril de 2015

O Soberano.


De onde surgiu à ideia de que nós seres humanos poderíamos sugerir alguma coisa a Deus. Que temos direito a reivindica alguma coisa de Deus! Falamos e Deus nos obedece? Qual o poder de nossas palavras? Elas são sementes que no seu devido tempo são colhidas? Nossas palavras não passam pelo crivo de Deus? Alguém diz que: “Há poder em nossas palavras”, como se algum poder sobre o futuro estivesse ao nosso alcance.
Deus é soberano e não está sujeito a ninguém.
Ele nos orienta a orar e "orar sem cessar", não porque Ele não tenha conhecimento de nossas necessidades, pois Ele sabe de cada palavra mesmo antes de pronuncia-las. Oramos sem cessar para que entendamos quem realmente manda quem tem o poder de definir o resultado. Quando entendemos o poder de Deus, entendemos a resposta.
Muita gente não entende e nem aceita a vontade de Deus, por causa disso, ela não compreende quem tem o domínio.
Certo dia uma amiga me contou que nossa amiga comum havia morrido, cheia de sonhos e planos para o futuro. Lamentei e entendi que não adianta sonhar e fazer planos colocando todas as nossas expectativas apenas nos sonhos, sem pedir a orientação de Deus, pois só Ele sabe até onde devemos chegar. O limite da nossa vida vem de Deus. Muito bom sonhar e fazer planos, mas a última palavra vem de Deus. Esperamos e confiamos que Deus fará o que lhe aprouver, e a experiência que temos enquanto esperamos é para a nossa edificação.
Nestes últimos dias fui por várias vezes a figueira e não havia figos, fui da mesma forma a vide e não havia uvas, pensei em me desesperar, mas me lembrava de que: ao “elevar os meus olhos para os montes o meu socorro só vinha do Senhor.” Sabia que estava sendo duro, muitas vezes pensei em desistir e abandonar a jornada. Parecia que não teríamos sucesso nunca. Mas uma força de lutar vinha a cada tentativa e palavra negativa. Eu sabia no meu íntimo que teria força para continuar lutando. E agora que venci aquela luta, vejo que sou ainda menor que pensava e que ainda não entendi a grandeza de Deus e o seu poder.
Ele é quem manda, e “convém que eu diminua”, não porque Deus deseja me humilhar, mas para que eu espontaneamente diante da Sua grandeza me humilhe. 
Eu não desejo ter a atitude de Adão, que desobedeceu a Deus e achou que nada lhe aconteceria. Adão pensou que Deus não via tudo e nem sabia de tudo. Mas Deus sabe e vê tudo, e como Pai amoroso, deseja apenas que a gente cresça e amadureça a fim de ajudarmos nossos irmãos mais imaturos a viver melhor.
Agora mais fortalecida, vou saborear o prazer da vitória e a constatação de que ainda não aprendi tudo. 
Magali Ferraz.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sobre Abraão.

Abraão recebeu ordem de Deus para sacrificar seu único filho Isaque. Então ele foi ao lugar exato que Deus lhe dirigiu e colocou o seu filho sobre o altar. Abraão  levantou o cutelo e antes de desferir o golpe fatal um Anjo o impediu, mostrando-lhe um cordeiro que já estava separado para ser sacrificado, poupando assim a vida de Isaque.
Sabemos que Deus não queria mesmo que Abraão matasse seu filho, era uma prova para eles. Abraão precisa saber o tamanho da sua fé.
Fiquei imaginando se eu estivesse em seu lugar. Tenho também uma única filha que é tão preciosa quanto deveria ser Isaque para Abraão e obedecer a Deus deve ter sido muito doloroso para eles.
Quero ressaltar a comunhão de Abraão com Deus. Ele sabia e conhecia a voz de Deus a ponto de sair para uma tão absurda missão, matar seu único filho.
Abrão quase matou seu filho até ser impedido pelo Anjo.
Será que estamos mesmo sabendo distinguir a voz de Deus no meio de tantas vozes? Hoje em dia muita gente não lê mais a Bíblia e fica só se alimentando da “palavra profética” que vem do “altar”. Ouvir Deus falando conosco é através da Bíblia, ela é a Palavra de Deus para nós. Muitos pregadores têm se apresentado como homens de Deus e alguns se intitulam mesmo o próprio Deus e falam e tem muito público interessado em ouvi-los. Como cada um pode dizer o que deseja no nosso País, nada há de errado nisso, mas toda a palavra que não coincide com a Palavra de Deus, texto com contexto não pode ter guarida em nosso coração como sendo de Deus.
Vamos pensar se Abraão não soubesse identificar a voz de Deus o que seria dele ao ouvir tal ordem absurda? 
E se Abraão, fosse do tipo radical, e impulsivo ou não confiasse no seu bom senso? Ora, será mesmo que foi prudente obedecer a uma ordem de matar seu filho e não pedir confirmação? Ao que consta Abraão não foi se aconselhar com ninguém. Ele ouviu a ordem, se preparou e foi.
Acho prudente ouvir conselhos, e pedir confirmação a Deus sobre algo, mas vamos considerar que Abraão não tinha uma Bíblia como hoje temos. Ele era único no meio de um povo pagão, e estava inaugurando um tempo novo, um tempo de fé. Quanto a nós, temos a Bíblia e bons exemplos para nos mirar. 
Dizer que ouviu uma orientação de Deus que contradiga a Bíblia é no mínimo heresia.
Se Abraão fosse radical teria matado o seu filho com base na primeira ordem. Teria ignorado o Anjo e a ordem trazidos por ele. De maneira alguma teria sacrificado o cordeiro e sim o seu filho.
Imaginemos um Abraão imprudente, ele teria contado a todos e haveria um grande público para assistir a coragem de Abraão em sacrificar seu filho Isaque.
Abraão tinha domínio de si e convicções bem embasadas. Sua experiência com Deus era real, este foi o motivo de ser chamado: “pai da fé”.
Vamos nos mirar nesta experiência de Abraão. 
Que nossa convivência diária com Deus nos leve a reconhecer Sua voz e andar por seus caminhos. Mesmo que possa parecer absurdo dentro da Bíblia, deve ser seguido. 
Vamos a Igreja para comunhão e não para ouvir um ser humano que posa de Deus inatingível, que não assume seus erros, que não os confessa, que não peça perdão. Precisamos identificar o ser humano como tal. Temos que parar de dar credibilidade à gente assim. 
O fato de uma pessoa ter liderança na igreja institucionalizada não o torna filho de Deus. E nem todos que dizem:" Senhor, Senhor entrarão no rei de Deus." Mt 7:21
Queremos a Igreja de Jesus e a temos, forte atuante, seguindo a Jesus, pois suas ovelhas “ouvem a Sua voz e o seguem”.
Advirto que olhemos para o lado e que vejamos o Anjo do Senhor e que sacrifiquemos o cordeiro e não o Isaque. O nosso alvo é ouvir a voz de Deus e não o simplesmente olhar para frente.
É claro que Deus sabia de antemão que Isaque não morreria, porém Abraão tinha que passar esta forte experiência junto com seu filho Isaque, isto foi determinante para que a boa semente da Palavra de Deus chegasse ate nós.
Nada e nem ninguém substitui um leitura com fé da Palavra de Deus. 
Deus trata com indivíduos, e com a Igreja, corpo de Cristo, que são pessoas em todas as nações.
Jesus Cristo é o nosso supremo exemplo, o restante são apenas homens que Deus usa para nos ajudar a caminhar nesta vida até chegarmos ao céu ou então dizem que são e nos levam mesmo ao engano conforme nossa ambição.
Cuidado!
Deus está de olho em nós.
Magali Ferraz.



domingo, 10 de agosto de 2014

Sou Cristão.

Sou Cristão, sou cristão,
Na alegria ou na provação.
Sou Cristão, sou cristão,
Porque tenho Jesus Cristo no meu coração.

Se vento sopra leva lá vem vendaval.
Se vivo a minha vida sem sofrer o mau.
Levando ao Deus da graça minga gratidão,
Porque nesta peleja também sou cristão.

Sou Cristão, sou cristão,
Na alegria ou na provação.
Sou Cristão, sou cristão,
Porque tenho Jesus Cristo no meu coração.

PS: Acho que esta letra não está bem certa, espero que alguém poste aqui a letra certa.
Agradeço.
Magali Ferraz.




Sou Cristão.


“Sou Cristão”.
Algum colega Betelino ainda se lembra desse ”corinho” Sou Cristão? Pois é isso que somos, somos Cristãos.
Este “corinho” era cantado por nós alunos do Instituto Bíblico Betel Brasileiro. Ser Cristão era nossa única identidade. Era o que importava. Oriundos de vários Estados e até outros países, e de várias Denominações também, ser Cristão era o suficiente. No Betel não se era Batista, Presbiteriano, Assembleia de Deus e assim por diante, éramos Cristãos. Fazíamos amizades sem ao menos saber a denominação de procedência, não era mesmo importante. Ainda somos assim, nada mudou, somos e continuaremos a ser identificados assim. O nome da Igreja que frequentamos ainda não nos importa, porém ser Cristão não é apenas um nome, é antes uma atitude e comportamento cotidiano, tendo a Bíblia no seu todo, texto com contexto, como regra de fé e prática. Penso que é hora de lembramos disso. Tomar um, ou mais textos isolados, e basear uma doutrina, seja ela qual for, ainda tem o nome de heresia. Heresia com base Bíblica.
A manifestação do poder de Deus é antes de tudo interior, com a salvação do pecador arrependido, com absoluta mudança de caráter a ser refletido no dia a dia.
No Betel tínhamos a oportunidade de demonstrar nosso caráter. Convivíamos em regime de internato, e nos envolvíamos nos trabalhos domésticos e organização da Casa. Absorvíamos o caráter de Cristo, através da leitura e estudo Bíblico diário. Tínhamos um “Caderno de Meditação”, onde escrevíamos tudo que entendíamos dos textos lidos. Líamos toda a Bíblia e nunca desprezamos nem mesmo as genealogias, com intermináveis listas de nomes.
Ser um Teólogo era apenas um detalhe.
Somos Cristãos, com lideranças importantes ou não, famosas ou não, de denominações grandes ou não. Pertencemos antes, ao Corpo de Cristo, a Noiva do Cordeiro, dessa forma não há distinção, somos um, em Cristo. Abrir mão dessa condição de fé nos tornará o que quisermos, ou o que desejar nos chamar, mas não seremos Cristãos. Assim é para todos.
Estamos em um momento de nos definir cada vez mais. Ser morno, (Apocalipse 3:16), não nos parece ser o caminho, ou seja, indefinido, “Encima do muro”.
Somos Cristãos porque nos parecemos com Cristo e não com o mundo. “Não ameis o mudo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;” I João 2:15
“Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?...” Mateus 16: 26.
 “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será na vinda do Filho do Homem. Portanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24: 37-39
Vivemos para perder o que o mundo nos oferece. As riquezas desse mundo e seus benefícios não são nossa meta e não nos fascina.
A nossa vitória foi conquistada na Cruz por Jesus Cristo, e esperar algo superior a isso é ilusão e vaidade.
“O melhor” não “está por vir.” O melhor já veio Jesus Cristo, nosso Salvador, nossa Pérola de Grande Valor.
Está na hora de cada um cuidar de si e da sua fé: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres porque fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.” I Timóteo 4: 16.
“Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”.
I Coríntios 10: 12
“Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os escolhidos.” Mateus 24: 23,24.
“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor esfriará de quase todos.” Mateus 24: 12.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”. Apocalipse 2: 29
     Que o Senhor aplique Sua Palavra em nossa vida.
Amém!
Magali Ferraz.

domingo, 4 de maio de 2014

Gosto bom!


Hoje acordei com gosto adocicado na boca. Vi que havia algo melado escorrendo dos lábios ao pescoço.
Estranhei, pois tendo restrição de açúcar no meu cotidiano, como estaria assim tão lambuzada?
Senti vontade de louvar a Deus, pois gosto muito de doces, e imaginei que quem sabe em um instante de sonambulismo comi mel a me fartar!
Mas não foi isso, só me vinha à frase:
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
Onde está a amargura da vida?
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
Aonde foi parar as palavras negativas recebidas?
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
Qual será o efeito das angustias mais profundas?
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
E a resposta será sempre:
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
Consegue sentir?
O doce Jesus é aquele que impelido de amor e misericórdia, se entregou por nós na cruz. Sofreu as amarguras dessa vida, as ingratidões, as maldades e injustiças, pagou nossa alta dívida para nos dar este gosto adocicado na boca:
--Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus! Doce Jesus!
Magali Ferraz.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ao colega com carinho.

 Quem poderia dizer que estimar-se é ruim?
Jesus ao nos ensinar a medida do amor disse:  
"-Ama o teu próximo como a ti mesmo."
 Porém não adianta fantasiar. Esta figura me fez pensar que muitas vezes achamos que podemos mais e vamos além das nossas possibilidades.
Nós que, acompanhamos o ministério de D. Lídia Almeida, como Diretora- Presidente do Instituto Bíblico Betel Brasileiro, fomos contaminados  por seu dinamismo. É quase regra que a gente trabalha em muitas frentes, em muitos empreendimentos de uma só vez até a exaustão. Como mudar isso? Acho que não vamos conseguir. Se a gente parar sofre muito, pois fazemos muito porque gostamos de fazer e sabemos fazer. Fazemos com amor abnegado, contante que nos impulsiona de tal forma a não quer parar. O Betel nos preparou para muitas atividades, mas é claro que cada um seguiu o dom que Deus concedeu a cada um de nós. Cobramos muito de nós, exigimos o máximo, e temos medo que sermos negligentes.
Quero com esta reflexão, que você repense que somos membros do corpo de Cristo, e que somos muitos membros. Cada um tem sua função, sua tarefa e se você parar um pouco para férias mesmo, Deus proverá um substituto. A obra é feita pelo Espírito Santo, que usa o ser humano, e não só você que Ele pode usar. Confie, delegue a outros, faça discípulos.
Temos visto alguns colegas partindo para eternidade em plena atividade. Eles se vão exaustos, e não parariam de outra forma se não fosse com a morte. É belo ver dessa forma, mas eram pessoas que tinham muito a nos ensinar. Pessoas que viveram uma história linda, que jamais foi compartilhada, não visitaram colegas, ou não se comunicaram jamais com colegas. Partiram sem saber o quanto foram amados e queridos. Quem sabe não viram frutos da semente que lançaram ou que regaram.
Escreva sua história, dê testemunho, viste seus colegas, responda recados, dê sinal de vida. Ninguém quer seu relatório, queremos comunicação. 
Ou quem sabe você pode pensar que fracassou, e tem vergonha de não mostrar "A grande Obra", que você realizou. O que é isso? A grande obra é que nosso nome está arrolado nos céus, foi para isso que Cristo deu a sua vida. Você é nosso colega amado, nosso irmão que sentimos saudades.
O Betel jamais seria o que foi e o que é sem seus alunos.
 Lembre-se que Deus prometeu a D. Lídia que alargaria o toldo da habitação e que levaria os alunos. Então nós fomos levados por Deus, mesmo que você tenha passado só uma semana no Betel. Deus o levou!
Meus queridos a grande obra é a edificação do Reino de Deus e não pense que o Reino se sustenta em você. O Reino se sustenta em Cristo, e se você se for, a obra não vai parar. A igreja não vai fechar, seus filhos continuarão a viver, a vida vai prosseguir.  É isso que estamos vendo.
Sentimos sua falta, nos lembramos de você nos corredores, nas filas, na mesa da Banca de estudos, batendo o sino, apagando a luz, profetizando à noite antes de dormirmos. Sussurrando na sala de oração e chorando clamando pelas Nações.
Viu que Deus respondeu nossas orações. A Cortina de Ferro se rompeu, o muro de Berlim caiu, e muitos colegas já foram ou estão acho que em quase todos os países do mundo pelos quais oramos a cada sábado nos Cultos de Missões.
Paulo recomendou a Timóteo: "Cuida de ti mesmo". 
Pois é guerreiro “Cuida de ti mesmo”! 
É o que lhe desejo. 
Magali Ferraz.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

No Betel.



 Em 1978, sai da casa dos meus pais para estudar mo Instituto Bíblico Betel Brasileiro. Sabia apenas que queria estudar a Bíblia e saber mais e mais para poder evangelizar. Tinha na época dezessete anos, e como todo adolescente, gostava de desafios. Assim partimos da Rodoviária de BH- MG para João Pessoa - Paraíba. Acho que olhei no mapa a localização do Betel, mas como este devia ser pequeno, não tive a noção de que seriam tantos km a percorre. Saímos sim de ônibus, na sexta de manhã e chegamos no domingo de manhã.
A relação dos ex-alunos com o Betel é de extremos. Tem gente que ama e sente saudades e faria tudo de novo, e outros não gostam nem de falar que estiveram por lá. 
Eu amo, e faria tudo de novo. Faço questão de manter contato com os ex-alunos sejam como for.
O Betel é uma escola paga, assim todos tinham que se supri.
A alimentação básica era garantida, mas cada um tinha que ter seu prato, copo, xícara, talhes,  papel higiênico, sabonete, creme dental, absorvente, enfim tudo mais, que quando a gente vive na casa dos pais, sempre temos e não nos preocupamos quando falta. Assim muitos recebiam a ajuda dos pais, de amigos ou da Igreja de origem. Eu recebia da Igreja, foram muito bons para mim.
Era comum passarmos falta de alguma coisa. Deus estava nos provando, estávamos em um tempo muito difícil no Nordeste. Muita seca, povo sofrido e havia até muita fome nos sertões. 
Embora o calor fosse quase insuportável, tínhamos o direito de tomar apenas um banho por dia, a não ser em ocasiões especiais dois banhos. 
Jamais saíamos sozinhas e toda a segunda-feira era possível sair, passear, almoçar fora, mas nunca ir à praia na região central. D. Lídia Almeida a Diretora- Presidente tinha uma casa na Praia do Bessa, e em grupo podíamos ir. Era na época um lugar deserto, com muitas outras casas que estavam sempre fechadas.
Uma vez por ano todos podíamos ir. O Betel tinha um ônibus e em várias viagens levava em queria passar o dia na praia do Bessa. 
Era regra não emprestar e pedir emprestado, assim cada um se virava como podia com o que tinha. 
Porém era permitido doar. Lembro-me do susto que levei em tempos difíceis ao olhar debaixo do meu travesseiro e ver certa quantia em dinheiro. Fiquei procurando o dono, até que alguém me disse: - É seu!  Mas como assim? Era mesmo comum que as meninas colocassem valores na cama de forma anônima. 
Assim mais tranquila, aderia à mesma prática. 
Sabonetes, creme dental, papel higiênico e coisas do tipo eram comumente depositados por anônimas colegas. Hoje penso em como isso era delicado, amoroso, e gentil por parte das colegas.
Como não podíamos sair sozinhas, era comum alguém nos convidar para um lanche ou almoço, na "Lobrás"= Lojas Brasileiras, ou na casa de algum amigo ou parente. Éramos recebidos de forma tão gentil na casa dos irmãos do Campo Missionário. 
No meu primeiro ano fui escalada para passar vinte dias em São José do Sabugi- Pb, durante o mês de Julho. Lembro-me que sem dinheiro, tinha apenas uma sandália, e um sapato da farda de gala. Percebi que a sandália estava quase no fim, assim andei descalça algumas vezes, para poupa-la. Como era sertão o sol escaldante, alguém me perguntou se eu não sentia dores no pé, sorri e disse que gostava de andar descalça. Realmente gosto até hoje.
 Ao fim dos vinte dias, recebi tantos presentes do povoa daquela cidade, que fiquei quase os dois anos e meio de curso sem comprar sabonetes, embora tenha doado muitos. Recebi oferta em dinheiro, que me possibilitou viajar a Recife, e passar dez dias na casa da Marilene Leite colega do Betel.
Que dias bons!
Que tempo bom! 
Viveria tudo de novo!
Agradeço a Deus pelo tempo de Betel, pelos colegas que se transformaram em amigos “mais chegados que irmãos”.
 Magali Ferraz.

Foto do pátio do antigo prédio na Rua Maria Amélia Torres, em Cruz das Armas, João Pessoa - Paraíba. Alunas em farda de gala.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Obediência.





Estive meditando e comparando duas histórias de dois personagens Bíblicos, Caim e Isaque. A história de Caim remonta a primeira família da terra. Caim foi um dos filhos de Adão e Eva, e trata do relacionamento de Deus com os irmão Caim e Abel. Gn 4. Ambos levaram uma oferta para ser dedicada a Deus. Caim teve sua oferta recusada mas Deus aceitou a oferta de Abel. Isso causou tal revolta em Caim que o levou a arquitetar um plano para eliminar definitivamente seu irmão. Caim por fim de maneira fria, matou seu irmão Abel. Depois disso, sem nenhum remorso, continuou sua vida, como se nada houvesse acontecido. Deus quando lhe indagou sobre o paradeiro de seu irmão Abel, ele foi ríspido, e desdenhou da onisciência de Deus ou quem sabe, O ironizou, dizendo: "Sou eu guardador do meu irmão?" Deus o permitiu viver, sem direito a morte, com o claro objetivo de lhe dar uma oportunidade de refletir por anos, quem sabe, sobre o mal que realizou não apenas a sua família, mas a humanidade, pois foi o primeiro homicídio da terra.
 A história de Isaque Gn 18: 
Isaque foi fruto de um casal já idoso, em que a mulher estéril, concebeu após promessas de Deus a Abraão de que seria "pai de muitas Nações." 
Isaque foi um milagre, e como sobre ele pesava uma grande responsabilidade, foi criado com mimos, cuidados, carinho e lhe foi ensinado sobre o único Deus vivo e verdadeiro. Abraão viveu em um tempo que os deus eram visuais, tinham um perfil visual, porém,  Abraão acreditava no Deus de personalidade, porém sem face, sem figura. Deus invisível em sua materialidade, mas sentido e percebido e atuante no seu cotidiano. Sobre a fé de Abrão diz a Bíblia: ”Abraão creu e isso lhe foi imputado por justiça" por isso é considerado "pai da fé". Gn 15:6. 
Uma de das histórias marcantes sobre Abrão e Isaque é quando Deus resolver mostrar a Abraão o volume de sua fé. Deus pediu que levasse seu filho e o matasse encima de um altar como sacrifício a Deus. E Abraão obedeceu. Isaque se submeteu a seu pai e quando prestes a matar seu filho Deus o impediu, pois já estava constatado de que Abraão acreditava o suficiente para prosseguir seu caminho de fé em fé. 
Lições comparativas sobre estes dois textos.
 Vou chamar de espírito de obediência o que havia em Isaque, e de desobediência o que agia em Caim. 
Vamos imaginar se Isaque estivesse no lugar de Caim e vise versa. 
Se Isaque estivesse no lugar de Caim, ele teria levado a oferta adequada, e Abel teria sido seu amigo, e ambos teriam morrido velhos.

Porém se Caim estivesse no lugar de Isaque, penso que, no momento em que Abraão pegou o cutelo para feri-lo, Caim teria desarmado o pai e sim o teria morto como autodefesa. Abraão morto pelo próprio filho, e Isaque seria pai de uma geração afastada de Deus como foi a geração de Caim. Uma tragédia!
Caim se aborreceu a ponto de matar. 
Isaque obedeceu a ponto de morrer.
O primeiro matou e o outro que poderia ter morrido, viveu e gerou filhos. Precisamos ter cuidado pois nossa obediência a Deus e as leis do nosso País podem determinar definitivamente o nosso futuro. 
Que "espírito" está em evidencia em nossa vida? Espírito de obediência ou espírito de desobediência. O espírito de desobediência é capaz de passar por cima de qualquer valor moral para conquistar seu objetivo.  O espírito de obediência  entende que há um superior ao qual deveremos prestar contas um dia. 
É bom ser uma pessoa focada, cheia de objetivos e até determinada, mas até onde vai a nossa fé? Determinação maior que a fé é ruína.
Que Deus nos abençoe.
Magali Ferraz.


sábado, 2 de novembro de 2013

Dia Nacional de Jejum e Oração em favor do Sertão Nordestino.

POR QUE UM DIA NACIONAL DE JEJUM E ORAÇÃO EM FAVOR
DO SERTÃO NORDESTINO? Estamos absolutamente convencidos de que precisamos desesperadamente da manifestação de Deus para que o Sertão Nordestino seja transformado.Estamos absolutamente convencidos de que precisamos desesperadamente da manifestação de Deus para que o Sertão Nordestino seja transformado.


Necessário antes de tudo uma profunda transformação espiritual de milhões de sertanejos que precisam ser tocados com o poder transformador do Evangelho. Homens e mulheres vivendo a plenitude do Espírito Santo, serão agentes de transformação de toda essa região.


Precisamos que o poder de Deus toque governantes para que tomem decisões justas, honestas, eficazes em favor dessa população.
Precisamos da bênção do Céu sobre as condições climáticas da região.


A bênção do Céu sobre projetos de captação de água de chuva, perfuração de poços artesianos, usinas de desalinização, e outros.


Precisamos vencer principados e potestades do mal que atuam nessa região, levando milhares à idolatria, às drogas, à imoralidade sexual, à pobreza e à miséria.


Tudo isso só se alcança com jejum e oração. Vamos pois nos unir em jejum e oração em favor do Sertão Nordestino, e veremos uma grande e profunda transformação dessa população e da sua terra.

Pastor Jonathan
Milhares de crentes e igrejas do Senhor Jesus,
para interceder pela mudança da triste realidade que assola
o Sertão Nordestino por décadas, na história do nosso país.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Inspirado em texto de Zilton Alencar: "Estamos precisando de MULHERES DE DEUS..."

O texto base é uma indignação sobre o encontro da Presidente Dilma, com algumas "lideranças" Evangélicas, no princípio dessa semana. O texto nos levou a lembrar de D. Lídia.

D. Lídia foi uma mulher extraordinária. Foi por anos Presidente do Instituto Bíblico Betel Brasileiro, com sede em João Pessoa Paraíba. Fui sua aluna e convivi no Betel por onze anos. 
Muito austera, sabia compreender a importância do seu chamado. Hoje entendemos com maior clareza suas atitudes.
D. Lídia tinha o caráter de Cristo, mas era um ser humano e isso sempre ficou evidente. Nunca fez nada para ser a queridinha, pelo contrário fazia questão de que amássemos a Deus o servíssemos com alegria e afinco. Ela fazia assim. Foi nosso exemplo, em serviço e dedicação. Embora fosse uma líder com projeção nacional e internacional, jamais admitiu ser aplaudida ou que em um culto aplaudíssemos alguém. Tinha sim lá umas poucas vaidades, mas as glórias eram endereçadas a Deus. 
Sempre intercedeu junto aos Governantes pelo povo pobre dos Sertões, e regiões menos favorecidas. Era por vez criticada por seu envolvimento político definido. Porém sempre demonstrou que estar na presença de Deus era muito melhor do que estar com autoridades humanas constituídas. Assim aprendemos, a amar o ser humano independente de sua condição ou situação.
Conviver no Betel em regime de Internato, com mais de cem pessoas, de todas as idades, oriundas de vários Estados Brasileiros e outros Países, Denominações Evangélicas variadas, em harmonia, foi um milagre.
Será mesmo que precisamos de mulheres de Deus? 
D. Lídia foi mesmo uma mulher de Deus, porém acredito que ainda temos muitas outras mulheres de Deus, "Lídias", espalhadas por este mundo, mulheres de Deus, tão ousadas e corajosas quanto ela. As “Lídias”, estão por ai, ganhando almas para Cristo. Muitas anônimas, em lugares pouco atraentes, discípulas de D. Lídia. Muitas já partiram para a glória, nos campos Missionários sem a alegria de ver mais uma vez a família e seu país. Enquanto outras estão atuantes, corajosamente em plena atividade, com a mesmo vigor de fé que os moveu a ir para o Bíblico Betel. Ninguém que tenha convivido com D. Lídia é indefinido. Aprendemos a ter posições, e a lutar por elas. 
Ela foi imitadora de Cristo e assim que queremos ser. 
Realmente causa indignação que "lideranças" Evangélicas não tenham a ousadia de grandes personagens Bíblicos, que não tenham a ousadia de D. Lídia. Pois colocam ou se colocam em posição que só Deus pode ocupar.
Lamento, por nossa Nação Brasileira. Pelo nosso povo sofrido que, vai a Rua aos gritos para que haja mudança nas estruturas básicas em favor de todos. 
Nossas “lideranças” parecem não ouvir estes gritos das Ruas, talvez seja porque as Instituições estão abastadas. A música “cristã” passou a ser atraente ao comércio, pois todos podem lucrar muito. Crise no meio Evangélico não há. O povo nunca ofertou tanto. Claro que não é por estarem mais prósperos, mas dar oferta e dízimo passou a ser objeto de barganha. Assim quem dá mais recebe mais. Enquanto isso a ganância de quem pede a de quem dá, não tem mais limite. 
Oro e, não preciso dizer quando estou orando e nem preciso ir a Brasília para orar pelo País, como estas “lideranças” se justificaram. Sei que como eu, muitas outras pessoas estão orando para que, a Igreja de Jesus esteja unida em torno de Jesus, Ele nos basta. 
Que tenhamos atalaias que não se coloquem em jugo desigual com incrédulos. 
Que as Instituições Cristãs não se deixem manipular. 
Que os púlpitos deixem de ser lugar de contar "histórias", e que a Palavra de Deus seja lida e que só ela seja o suficiente para encher nosso coração de fé. 
Que os altares sejam ocupados com sobriedade e temor a Deus.
Que o ser humano cristão seja respeitado como abrigo, "templo do Espírito Santo." 
Precisamos de Verdade, não de dinheiro. 
Jesus morreu por pessoas e não por tijolos empilhados. 
O grande milagre já ocorreu na cruz e no túmulo onde Jesus morreu e foi sepultado. Jesus vive!
A honra maior é,  poder estar na presença de Deus, junto ao Trono da Graça e Lhe chamar de Pai.
Amém! 
Magali Ferraz.