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"Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro,
longe uns dos outros;" Nee 4:19

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Soldados Feridos

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

UM TRIBUTO


“TOMBOU UM GIGANTE”
Russell Phillip Shedd
***Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos. Salmos 116:15***
O texto bíblico acima revela um mistério divino, que ainda que traga alento para a alma e gere em nós, enquanto servos do Senhor, a esperança de que a morte não é o fim, a nossa condição humana não consegue entender ao certo a profundidade do seu significado. Por isso continua sendo, em essência, um mistério para nós.
Logo que ouvi no último sábado a lamentável notícia do falecimento do Dr. Russell Shedd, um dos maiores missionários e teólogos dos últimos tempos, me veio à mente a imagem de um gigante. Não de um gigante daqueles que as histórias comumente nos mostram, nos moldes que os quadrinhos e as telas de cinema exibem. Não os gigantes com fama de heróis, por vencer inimigos com a sua robustez e força voraz. Não dos que superam facilmente por sua avidez, aos que se lhe opõem; nem tão pouco dos que suplantam e vencem usando as armas da injustiça e as estratégias da força bruta. Não, não é deste tipo de gigante que me refiro. Tombou um gigante da fé, tombou um gigante da humildade, tombou um gigante da simplicidade e sabedoria; ainda que esta afirmação pareça um paradoxo, do ponto de vista crítico e literal no que se refere aos termos usados. Para aqueles que conheceram e tiveram a grata oportunidade de conviver com este homem de Deus, sabem que estes eram os emblemas da sua bandeira naturalmente pessoal e nitidamente perceptível.
A força do seu gigantismo estava na verdade que pregava e de forma tão resignada vivia. O gigante tombou diante da enfermidade, da dor, do sofrimento, porque assim se dar com todos os humanos. Mas como ele mesmo dizia: "...era preciso o sofrimento, esse era o processo do desmame deste mundo, o desapego desta vida, para o ingresso na vida que tanto almejava". Este gigante admirável, tombou diante da morte, mas não morreu, ele vive para a eternidade. Apenas se desfez da sua capa terrena, para receber as novas vestimentas celestiais. Partiu para se encontrar com o Seu Senhor, e ouvir o bem vindo d'Aquele por quem aqui viveu. Que privilégio para todos os que tem a promessa desse encontro e que guardam dentro de si a esperança de um dia ouvi-LO dizer: " Servo bom e fiel, fostes fiel no pouco no muito te colocarei. Entra no gozo do Teu Senhor".
Sinto um grande pesar, porque assim como muitos, penso que ele era um dos seres humanos que não deveria sair do nosso meio, havia se tornado uma espécie de patrimônio para todos aqueles que seguem a Cristo e que amam estudar a Bíblia, ele era simplesmente uma sumidade. Tivemos o grande privilégio, eu e meu esposo, Marcone Correia, de termos tido o Dr. Shedd como professor no seminário, mesmo por um período curto de tempo. Como os seus ensinos foram enriquecedor. Quanta sabedoria em um homem, como era gratificante ouvi-lo e mergulhar juntamente com ele na profundidade da revelação divina, ao debruçar-se na interpretação dos textos bíblicos. Como nos permitiu aprender, extrair verdades tão profundas da Palavra de Deus, com a sua maneira de tornar a exegese bíblica ao alcance da compreensão de todos aqueles que o ouvia; com a clareza e simplicidade com que ensinava, alcançava na mesma proporção, de leigos e indoutos a homens com mentes brilhantes, capazes de raciocinar e refletir com rapidez o que ouvia. Dos iletrados aos grandes estudiosos, teólogos e pesquisadores dos originais bíblicos, se dobravam à sua sabedoria embasada na simplicidade e humildade que lhe era tão natural, sendo estas as suas principais marcas. Era admirável sua maneira simples de falar, sua paciência em ouvir e a empatia com que interagia com todos aqueles que queriam aprender com ele, não importando o nível intelectual ou classe social, pois tinha a sabedoria de mestre e a humildade de servo; estas eram virtudes que encurtava a distância entre ele e as pessoas com as quais se deparava. É inegável a sua larga contribuição com a literatura evangélica e com as faculdades de teologia, sobretudo no Brasil, lugar que escolheu para viver juntamente com sua família. Seremos eternamente gratos pelo tanto que nos doou. O seu prazer era compartilhar com todos, de forma graciosa o que sabia. O seu dom era o de doar-se, tinha um talento especial para servir, desprovido de interesses pessoais e desapegado do que era material, do que era terreno. Ele tinha uma nítida consciência de que o seu depósito estava guardado com Cristo, porque a sua recompensa era Cristo e a sua coroa de gloria o esperava.
Ele era cidadão do mundo, enviado aos povos sem Deus e entendeu muito bem o seu chamado, deixando-se gastar pelas gentes para as quais anunciou a mensagem de salvação. Deixou-nos um legado de fé, esperança e amor. Fé na veracidade da Palavra de Deus e no resgate das vidas por meio do seu conhecimento. Esperança da vida eterna para todos aqueles que quiserem a salvação em Cristo. Amor pela causa do Mestre a quem serviu toda uma vida. Este é realmente um belo exemplo a ser seguido, pois deixou as suas marcas no reino, que certamente muitas delas são invisíveis aos olhos humanos e a sua extensão imensurável, mas visíveis aos olhos do Senhor que o chamou; primeiro para servi-LO na terra e agora, para adorá-LO no céu. Como um bom soldado de Cristo, honrou o seu Senhor até o fim.Terminou o bom combate, acabou a carreira, guardou a fé e foi se apresentar diante do seu General. Que encontro! Que festa! Que alegria! Que Gozo!
Resta a nós que o conhecíamos, o vazio da saudade e para os seus familiares a dor da perda, aos quais ofereço as minhas condolências neste momento de luto. Que o Espírito Santo lhes der o consolo que precisam e o que só Ele pode lhes dar.
Que Deus ampare a todos aqueles que sentem-se órfãos por esta perda. Que possamos lembrar dos seus ensinos e querermos cultivar dentro de nós a paixão que ardia em seu peito, pela Palavra de Deus e Sua obra.
By Rossane Correia(*.*))
Obs> As fotos foram tiradas quando tivemos a grata alegria de recebê-lo em Outubro de 2014, na nossa igreja. Igreja Batista em Rockland. Boston - USA.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Esperança

             "...em esperança, creu contra a esperança..." 
     Abraão, crendo, esperou contra todos os prognósticos desfavoráveis, tornando-se, assim, pai de muitas nações, como ficou registrado a seu respeito: “Assim será a sua descendência”. Romanos. 4:18  ESPERANÇA - Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há de realizar ou suceder.       Esperança é uma palavra que está no topo das palavras mais significativas da fé cristã. Ela chama a atenção pela força interior que ela gera em nós e pelo poder de realização que ela detém, produzido pela fé. Esperança traz sentido de renovo para a nossa alma, fortalecendo o nosso espírito, sobretudo em dias obscuros. Pois a esperança trabalha exatamente quando as coisas perdem o rumo e não se acha mais o limiar do propósito anteriormente definido; quando tudo parece caótico, ela age como luzeiro diante de uma visão turvada por sentimentos que mofam a semente que a fé plantou dentro de nós. Estes sentimentos nos torna impotentes, por vezes, atuando como mecanismo de esfriamento da fé geradora de esperança, descartando a possibilidade de gerar vida e produzir frutos. No entanto, a esperança sadia e robusta, tem a graça de neutralizar a força negativa das circunstâncias, tornando firme a confiança de que a situação vai mudo.       
     Ter esperança é esperar confiantemente por algo, acreditando que virá. É manter dentro de si a confiança de que, o que esperamos certamente acontecerá e preservarmos esta certeza alimentada pela fé, porque sem fé, a esperança não se move, a fé é a mola propulsora da esperança. Esperar é um processo natural da vida e esperar com confiança no coração, é ter esperança. Isso não requer tanto esforço mental ou dedicação espiritual, porque a nossa alma está disponível para abrigar a esperança, tornando-se um amplo celeiro. Ter esperança natural é como contemplar o pôr do sol e acreditar que ele voltará no dia seguinte, trazido pelos braços da alvorada, pois assim acontecem todos os dias naturalmente. Mas crer contra a esperança é como (em uma simples comparação), olhar para o horizonte em dia de tempestade e ver apenas nuvens escuras, nenhum indício de que o sol aparecerá naquele dia repleto de trovoadas e relâmpagos, dia de chuva torrencial ininterrupta, e mesmo assim, acreditar que o impossível vai acontecer; que o céu vai clarear pela presença do sol, e bem lá no alto, veremos o desenho do arco que nos lembra da promessa.     
     Crer contra a esperança é como se agarrar numa corda invisível, sustentada pela única árvore que restou depois da tempestade, e quando as águas do rio levaram a ponte que dava firmeza aos pés, e que permitia a travessia segura; acreditar mesmo quando a confiança já está cansada e fragilizada. Por que a esperança tardia mina as nossas energias, levando-nos a um estado de exaustão, o que pode nos fazer desistir do propósito e não querer mais esperar pelo cumprimento da promessa tão almejada.      
     Crer contra a esperança, exige esforço, talvez, além do humano, porque requer o posicionamento de uma fé especial, para uma ação sobrenatural e isso envolve o ser nas, três dimensões: corpo, alma e espírito.      
     Crer contra a esperança, é crer firmemente quando tudo diz não, quando as nossas expectativas são frustradas e nos deixa sem chance de realização alguma, dos nossos sonhos.      
     Crer contra a esperança, é crer na cura diante de um diagnóstico médico desesperador e já com a sentença fechada.     
     Crer contra a esperança, é crer quando a própria esperança acaba e o que já era difícil se tornou impossível.     
     Crer contra a esperança, é quando a única esperança que resta, é crer num milagre, numa ação sobrenatural divina.      
     Abraão teve a sua experiência particular de crer contra a esperança, para a sua situação não havia mais solução, humanamente falando; pois já se tratava de um caso perdido, talvez um equívoco na compreensão da promessa. Abraão aos 100 anos de idade e sua esposa Sara aos 90 anos, não existia a mínima possibilidade de gerarem filhos, mas ele recusou-se a desistir de acreditar no propósito e mesmo já sem forças, estando emocionalmente esgotado pela decepção da longa espera, quando toda a sua humanidade se rendia à fragilidade, manteve-se em firmeza de coração, crendo além da esperança comum. Era preciso que a esperança natural morresse para que a ação fosse sobrenatural, operada através do Espírito e não da carne. Por isso não dependia de condições humanas, a barreira da idade foi rompida e Sara deu a luz a Isaque e a promessa foi cumprida na íntegra, ainda que tardia para o homem, o Senhor do tempo fez cumprir no Seu tempo e do Seu jeito. Abraão entendeu que o caminho era crer contra a esperança e por isso viu a promessa ser cumprida, contemplou o propósito de Deus na sua vida ser realizado. Ele viu o impossível tornar-se possível e os seus olhos viram a sua descendência. Por isso é considerado o pai da fé. Não esqueçamos que se Deus nos prometeu algo, Ele jamais se esquecerá das suas promessas e certamente a cumprirá a seu tempo. O tempo da espera, é o tempo da aprendizagem, é o caminho do processo do amadurecimento, é o tempo de buscarmos e conhecermos a Deus.  Que o Soberano Deus de Abraão, nos ajude a mantermos a esperança acesa nos nossos corações e se for preciso crer contra a esperança, que tomemos o posicionamento de Abraão como exemplo. "Porque andamos por fé, e não por vista”. (2 Co 5:7). 
Por Rossane Correia.

Obs.: Esta reflexão é totalmente desprovida de pesquisa teológica ou análise mais profunda sobre o tema.
Fontes: Bíblia King James Atualizada
Dicionário Priberan da Língua Portuguesa
Imagem retirada da internet.

Misericordioso.

Estou sempre postando algo sobre a misericórdia de Deus, mas hoje desejo lembrar que a misericórdia só alcança quem tem misericórdia também. A justiça humana é muito falha para não usarmos de misericórdia com aqueles que vemos errando e conosco também. Por mais esforço que façamos nunca seremos justos, mas
misericordiosos podemos ser. Além de mais bonito é muito mais útil ser misericordiosos do que juiz. A misericórdia sempre edifica já o juízo nem sempre!  Magali Campos.